Posts Tagged ‘Trip’

Utrecht

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Holanda Utrecht

Holanda – 2 Junho 2012

A pedalar à beira dos canais, vou ouvindo, cada vez mais presente, a música do meu próximo desenho. Um pequeno jardim, desconhecido para as centenas de pessoas que preferem a confusão do centro, recebe um festival de música alternativa. Alço do descanso da bicicleta e pego nos cadernos. Umas dezenas de pessoas povoam o espaço verde. Há quem esteja a dançar. Eu próprio também vou batendo o pé, sempre que levanto a mão do desenho. A música encaixasse nas formas e vai-me contagiando as cores. Sinto um olhar sobre o meu ombro a espreitar para o desenho. «…mas esta terra só tem miúdas giras?!» Não digo, mas penso. Ofereço um sorriso, porque não sei fazer de outra forma. Recebo outro de volta e um polegar levantado. As miúdas daqui têm uma atitude mais descontraída e sem preconceitos.

Amesterdão

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Amsterdam

Amesterdão, Holanda – 30 Maio 2012

Paragem obrigatória em Westzaan, Holanda, em casa do português Bruno Martins. Um grande amigo que deixou Lisboa, amigos, família e foi em busca da sua felicidade por estes lados. Quando chego a casa dele, encontro outro grande amigo: Francisco Amaral, nós chamamos-lhe Xico. Aproveitou a desculpa de haver um torneio de corfebol e veio para jogar e passar uns dias em casa do Martins. Despedi-me dele na última noite que passei em Carnaxide há 3 meses atrás, momento ideal para matar saudades. Enquanto conversávamos de como me corre a vida, chega o Martins. Damos um abraço do tamanho da distancia e tempo que nos mantinha separados. A mesma boa disposição de sempre… «Caraças, saudades tuas pah! Pareces

Caramba meu! C’et très bon! Quanto queres pelo desenho?

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Bayonne

O bom tempo está a chegar e se há algo que não quero perder, neste primeiro ano, é o norte da Europa no verão. Foi com este objectivo que percorri França numa semana. Foi doloroso ter que fechar as portas às dezenas de vontades que me foram surgindo pelo caminho. Exigi mais do corpo para aproveitar cada minuto a explorar as cidades. Desdobrei o dia em vários momentos curtos mas intensos. Sei de antemão que não vou conseguir ver tudo e, por isso, aproveito o tempo numa praça onde se pode escutar ao fundo alguém que toca uma guitarra. A ver as pessoas a passear em conversa animada. Conhecendo outras que se aproximam curiosas. Entre perguntas e respostas, acabo num bar, Le Pilier Rouge, a convite de Fabien, depois de vários elogios ao que faço. Ao chegar, o dono do bar, encantado com o desenho da fachada do seu bar, oferece-me um whisky velho e comemora comigo a minha breve passagem por Le Mans. A noite continua com festejos, mais encontros e com as primeiras lições de francês. «Aqui as raparigas são muito