The push | O empurrão

Written by Luis on . Posted in WST

How many times did you find yourself thinking about life with tears in your eyes, about to break the wind that pushes you back? How many times have you felt worried sick, pushing through to get rid of suffering, so that you can find immediate pleasure, security and comfort?

How many times did you “shit” and then sighed to avoid repeating it?

How many times did you swallow that “shit” so that you could be something you didn’t want to be?

How many times have you travelled with no route and no will to get back?

How many times have you been sleepless, worried about that the future, whatever it may be, might kill your dreams and tackle you down right at the first try?

How many times have you found excuses to forgive your own weaknesses?

 

How many times have you been blind, wishing your sensibility could see what no gaze can see?

How many times have accepted difference and realized that’s where you find what you don’t have?

How many times have you followed a path that wasn’t yours, just because it was easy?

How many times have you listened to wise advice that left little room for dreams, completely killing the pleasure of discovering something?

How many times have you asked for forgiveness for being a face of what money built, and a soul that’s forgotten of what it can do in a humane way?

When will you get to the last shit you do forgetting what you are?

How many times in your life will you want to repeat everything? How many times have you forgotten to live…how many times do you need to realize that the will and the power are in your hands and not left for luck to dictate?

How many of paths, ways or passages that you choose every day are really worth rembering?

Who will you tell your story to, if it’s nothing but a repetition of what you’ve already seen?

And you… yeah, you… who will care about you when all you do is keep trying to forget yourself?

 

How many times did you run so fast that you didn’t see I was right beside you?

If we’re just one more in the world, waiting for death to take our lives, then let’s celebrate the happiness of being alive and the conscious pleasure of getting to live intensely.

 
Translation by Helena Palha 
 
 
 eu

Quantas vezes deste por ti a pensar na vida de olhos encharcados, prestes a romper o vento que te empurra para trás.

Quantas vezes aflito, seguiste, para te veres livre de um sofrimento em prol de um prazer imediato de segurança e conforto.

Quantas vezes disseste “merda” e suspiraste para não o dizer mais vezes.

Quantas vezes engoliste essa “merda” para seres o que não querias.

Quantas vezes viajaste sem destino e sem vontade de voltar.

 

Quantas vezes te deitaste sem sono, preocupado que o futuro, seja ele qual for, te dê cabo dos sonhos e te derrube à primeira.

Quantas vezes te desculpaste para perdoar as tuas fraquezas.

Quantas vezes foste um cego e quiseste que a tua sensibilidade visse o que nenhum olhar pôde ver.

Quantas vezes aceitaste a diferença e percebeste que é nela que encontras o que não tens.

Quantas vezes seguiste um caminho que não era o teu e te deixaste levar pelo fácil.

Quantas vezes deste ouvidos a conselhos sábios, que pouco ou nada te fizeram sonhar, levando por completo, o prazer da descoberta pelas próprias mãos.

Quantas vezes pediste perdão, por seres um rosto do que o dinheiro construiu e uma alma esquecida do que humanamente podes fazer.

Quando é que vai ser a ultima merda que fazes esquecendo o ser que és.

Quantas vezes, vais querer repetir tudo isto durante a tua vida. …Ahh quantas vezes já te esqueceste de viver… quantas vezes precisas de perceber que está nas tuas mãos a vontade e o querer, não na sorte.

Quantos caminhos, trilhos ou passagens, que escolhes todos os dias, têm de facto valor para serem relembrados. A quem vais contar a tua história, se não é mais do que uma repetição do que já viste. E tu… sim tu… quem quer saber de ti, se tu próprio fazes por te esqueceres.

Quantas vezes correste, correste tão depressa que nem viste, que ao teu lado, estava eu.

Se somos apenas mais um no mundo à espera que a morte nos leve a vida, celebremos então a felicidade de estarmos vivos e o prazer consciente de viver intensamente.

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Luis

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Comments (4)

  • ea

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    Belíssimos pensamentos-abanões de vida! Que a viagem continue assim, cheia!

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  • Clara Amorim

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    Mais uma “viagem” sentida pelos meandros da vida…!
    Parabéns, Luís!

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  • Maria

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    Nem de propósito, li isto num dia que está a ser uma reviravolta na minha vida…e quasi chorei ;-) Bonito, muito verdadeiro. Thanks ;-)
    Conttinuação de grandes viagens e concretizações de sonhos :-)

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