Partnership “Palavra de Viajante” // Parceria

Written by Luis on . Posted in News, Partnerships

Today I am closing my most recent partnership with a bookshop called “Palavra de Viajante“, (traveller’s word). I left Lisbon, thinking I’d lack time to draw all I was about to see and get to know. I wasn’t that far off from how things have turned out to be, but the truth is there was something more that I needed to get balance. I’d long wished I could have a friend who’d tell me life stories every time I felt like hearing them. Friendships and daily interactions eventually become a repeated history with an expiration date. The approach is mostly superficial and the exposure of one’s personality will be within the limits of what’s politically correct. That’s hardly ever realistic or emotional. I get to a point where I’ve talked to so many people for many hours, that I just want to get to listen instead. “Tell me something new and revealing, but don’t waste my time.”

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Hoje formalizo a mais recente parceria com a Livraria “Palavra de Viajante“. Saí de Lisboa, convencido, que havia faltar tempo para desenhar o tanto que iria ver e conhecer. Não me enganei por muito, mas a verdade é que algo fazia falta ao equilíbrio. Há muito que queria ter um amigo que me contasse histórias de vida sempre que me desse na gana. As amizades e contactos diários, começam a ser uma história repetida com prazo limitado. As abordagens são grande parte superficiais e a exposição da personalidade expressa-se pelo politicamente correcto, poucas vezes realistas e emocionais. Chega um momento que já falei tantas horas para tantas pessoas que só me apetece é ouvir os outros: «Conta-me algo de novo e revelador sem me fazeres perder tempo.»

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And here are three new friends, silent and full of wisdom. They were a gift from the bookshop. When I asked for literary support, they reacted with enthusiasm and were very eager to help. Days before I left Lisbon, I had the pleasure to present the project in a room in the bookshop, and the space was small to accommodate everyone who showed an interest. We’ve long been connected by adventure, and now we’re connected by the best travel companions – books. So here’s my heartfelt thank you.

The choice wasn’t easy. Which book should I start with?
Japan, Nepal and Estonia… I’m so eager to leave Europe that I just wanted to hop on the first train to Asia. On the other hand, Estonia was one of the countries I most enjoyed getting to know and drawing. My choice was coherent, so I went for a book called Estonia, paradise without palm trees. That also helps to keep the expectations about Asian stories. It was by a guy called João Marques, who wrote several insightful texts during his stay in a country he described as simple, yet full of changes.

I was starting to feel a chance at a relationship I’d long hoped for, but being busy and lacking patience could mean I’d throw it away.
Truth be told, I never took on to books because of having “time”. Right now this makes more sense. Reading is now a comfort for the brain and a relaxing pleasure. Everything a traveller needs to avoid creative and emotional tiredness is a friend that’s always close by.

Translation by Helena Palha

E aqui estão os três novos amigos, silenciosos e cheios de sabedoria, oferecidos pela “Palavra de Viajante“. Perante o meu pedido de apoio literário, reagiram com entusiasmo e grande ajuda. Dias antes de deixar Lisboa, tive o prazer de apresentar o projecto numa sala da livraria, que se mostrou pequena demais para tantos interessados. Há muito que estamos ligados pela aventura e agora pela partilha dos melhores amigos em viagem, os livros. Um sincero, muito obrigado!

A escolha não era fácil. Por qual começar? Japão, Nepal e Estónia… ando com uma sede de sair da Europa que só me apetecia apanhar o primeiro combóio para a Ásia. Por outro lado, Estónia foi um dos países que mais gostei de conhecer e desenhar. A opção sustentada na coerência, pendeu para o livro “Estonia, paradise without palm trees” até porque assim, mantêm-se a expectativa das histórias asiáticas. Um tipo, João Marques e vários textos reflectivos durante a sua estadia, num dos países mais simples e com mais modificações, segundo o próprio.

Prevejo um começo de uma relação que há muito queria ter mas o vagar e a falta de paciência, atiravam borda fora. Verdade seja dita, nunca fui de agarrar num livro porque tinha “tempo”. Faz neste momento mais sentido. Ler é agora uma condição de conforto cerebral e prazer relaxante. Tudo o que um viajante precisa para se manter afastado do desgaste criativo e emocional, sempre com um amigo por perto.

Luis

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Comments (1)

  • Clara Amorim

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    Olá, Luís!
    Que bela parceria…!
    E olha, o livro do João Lopes Marques li-o há pouco tempo!!! Achei muito bom!!! Acho que vais gostar também…
    Boas leituras e até breve!
    Clara

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